Florença, entre arte e tecnologia: o que a ciência mais avançada em laser me ensinou?

Dra. Carolina Freitas em viagem à DEKA Academy em Florença, na Itália

Existe algo em Florença que transcende a estética. Não é apenas beleza – é intenção. Caminhar por suas ruas é perceber que cada detalhe, cada textura, cada acabamento carrega a marca do trabalho manual, do tempo dedicado e da precisão do artesão. E foi justamente nesse cenário, o berço do renascimento, onde o fazer artesanal ainda é celebrado, que participei da DEKA Academy – uma imersão nas tecnologias mais avançadas em laser médico. À primeira vista, pode parecer um contraste: tradição e alta tecnologia. Mas, na prática, a conexão é imediata. Porque a dermatologia moderna, quando bem executada, também é um trabalho artesanal.

Cada paciente é único. Cada pele responde de forma diferente. E, assim como um artesão escolhe suas ferramentas e ajusta sua técnica para cada peça, nós também precisamos personalizar profundamente cada protocolo.´O que mais me chamou atenção foi a evolução das plataformas e precisão na entrega da energia. Permitindo combinar diferentes comprimentos de onda e modos de emissão no mesmo tratamento. Na prática, isso significa atuar simultaneamente em múltiplas camadas da pele, com estímulos controlados e muito mais previsibilidade de resposta.

Entre os principais avanços apresentados, um dos destaques foi a expansão dos tratamentos corporais baseados em energia. Tecnologias que vão além da estética superficial, atuando no consumo de gordura, na melhora da flacidez e até na tonificação muscular. A ideia não é mais tratar apenas um aspecto isolado, mas redesenhar contornos corporais de forma mais integrada e fisiológica. Outro ponto-chave foi o refinamento dos protocolos de rejuvenescimento. Existe uma mudança clara de abordagem: menos agressão, mais estímulo fisiológico. Em vez de buscar apenas a renovação superficial, os tratamentos passam a induzir remodelação dérmica profunda e superficial com menor downtime e maior conforto para o paciente. Isso impacta diretamente no que entregamos em consultório.

Hoje, na MClinic, conseguimos estruturar protocolos mais estratégicos – combinando lasers ablativos, não ablativos e tecnologias de ultrassom e radiofrequencia – para tratar não apenas uma queixa isolada, mas o envelhecimento como um processo multifatorial. Textura, firmeza, qualidade da pele e até mesmo vascularização passam a ser abordadas de forma integrada. Na prática clínica, isso se traduz em resultados mais naturais, progressivos e sustentáveis.

Outro aprendizado relevante foi entender melhor o papel da energia como bioestimulador. Quando bem indicada e dosada, ela não apenas melhora a pele — ela reprograma, restaura o tecido. Estimula colágeno, melhora a organização das fibras e influencia diretamente a qualidade cutânea ao longo do tempo.
No entanto, volto de Florença com ainda mais certeza de que tecnologia, sozinha, não transforma resultados. O diferencial está na forma como utilizamos esse arsenal – com conhecimento, senso estético e avaliação da necessidade real de cada paciente. Na MClinic, isso já reflete em protocolos mais refinados, associações mais inteligentes e uma entrega ainda mais consistente.

Dra Carolina de Freitas Médica dermatologista.

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