Há mais de 60 anos, o Japão convida descendentes da América Latina para conhecer o país por dentro e voltar como multiplicadores.

Todo ano, um grupo de descendentes de japoneses da América Latina e do Caribe viaja ao Japão a convite do Ministério das Relações Exteriores (MOFA). É o Gaimushō Kenshusei, é um programa com palestras sobre sociedade, história da imigração japonesa na América Latina, diplomacia, economia e cultura, visitas a regiões como Hiroshima, Kyoto e encontros com autoridades, como a Família Imperial, no palácio imperial, ministros, senadores, deputados, embaixadores e diretores, além de uma palestra fantástica de um sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima. A seleção é feita pelo governo japonês, por destaque e potencial de Liderança, consulados e embaixadas escolhem os participantes, sem inscrição aberta.
A primeira turma é de 1965. O Dr. Kazuo Watanabe, que viajou naquele ano, ainda é ativo na Associação Brasileira de Ex-Bolsistas, que reúne médicos, advogados, engenheiros e políticos. Na viagem inaugural, de 45 dias, ele viu um Japão em transformação, com trem-bala e uma organização social muito diferente da brasileira. Voltou com ideias que ajudaram a levar práticas de mediação e conciliação ao Brasil e inspiraram um convênio entre a USP e uma universidade japonesa, em 1977.
Para a associação, esse é o verdadeiro retorno da bolsa: formar pessoas que continuam atuando entre os dois países depois que a viagem termina. A entidade acompanha cada bolsista antes, durante e depois do Japão, com orientação sobre visto, passagens, etiqueta e preparo de discursos, além de apoio durante o programa.
Neste ano, os novos bolsistas foram recebidos em reunião em 31 de agosto e embarcaram em outubro. Entre eles estão profissionais de São Paulo, Goiás, Acre, Paraná e Pará, que lideram escolas, associações culturais e projetos esportivos em suas comunidades.
Nesse ano participaram líderes das seguintes regiões:
– São Paulo – Mogi das Cruzes – Daniel Aoyagui, vice-presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes e Coordenador do Akimatsuri
– Goiás – Goiânia – Sayuri Inuzuka, Diretora Educacional da Associação Nipo Brasileira de Cultura de Goiás
– Pará – Tomé-Açú – Alyson Inada, presidente da Associação Cultural e de Fomento Agrícola de Tomé-Açú
– Acre – Rio Branco – Luciano Sasai, vice-presidente da associação Nipo Brasileira do Acre
– Paraná – Curitiba – Rodrigo Ishisato, Diretor da associação cultural e beneficente Nipo Brasileira Curitiba.






