terça-feira, 16 julho, 2024
Vencendo o desânimo

Sem qualquer dúvida, o desânimo é um dos males mais significativos do nosso século. É difícil de encontrar alguém que, por algum momento ou período, não tenha sido acometido pelo desânimo.
O interessante é que a Palavra de Deus nos ensina uma lição preciosa, a partir de uma história, em que os antídotos contra o desânimo são externados. Trata-se da história do profeta Elias, registrada no primeiro livro dos Reis, capítulos 18 e 19, que, depois de uma épica vitória, sozinho (somente com o amparo de Deus), contra quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, demonstrando muita força, fé e coragem, fica abatido quando ameaçado pela nefasta rainha Jezabel que governava Israel ao lado do mau rei e seu marido, Acabe. É impressionante que Elias vence a situação mais difícil, mas desanima diante da mais fácil. Ele, então, foge, e revela como causas de seu desânimo: uma ideia de fracasso, um sentimento de isolamento, e uma atitude de inércia.
Aprendemos com a história bíblica que para vencer o desânimo precisamos combater as causas do mesmo e esse combate se dá da seguinte forma:
Primeiramente, contra a ideia de fracasso, uma visão de Deus e de Seus ilimitados poderes. Quando ficamos reclusos a nós mesmos, sentindo-nos fracassados; precisamos levantar os olhos e enxergar que Deus é grande e que nos ajudará, se humildemente, lhe pedirmos.
Em segundo lugar, contra o sentimento de isolamento, temos que enxergar que, de fato, não estamos nunca sozinhos, humanamente, falando: temos nossa família, amigos, irmãos de fé, os quais cerram fileiras conosco, então podemos nos reanimar e contar com eles.
Por último, contra a inércia, vem o trabalho. Disse Carlyle, pensador e escritor escocês que viveu no fim do século XVIII e início do XIX: “trabalho é o grande remédio para os males da vida”. Portanto, em vez de ficarmos abatidos, prostrados, temos que, com base nos dois antídotos anteriores, levantarmo-nos, libertarmo-nos de nossa letargia e partirmos para o labor que nos trará boa compensação.
Foi o que o profeta Elias fez: ao final desse episódio, requisitado por Deus, ele se lançou ao complexo trabalho de ungir dois reis e um profeta para agir em seu lugar: Hazael sobre a Síria, Jeú sobre Israel e Eliseu como profeta do Senhor. Que vençamos o eventual desânimo que, porventura, se abata sobre nós, com fé no grandioso Deus, contando com os nossos próximos e lançando mão do imprescindível trabalho que nos ocupa!

Leonel Zeferino é empresário.

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